Objectivos

explicar muito resumidamente o que é o Software Livre, o que são os formatos e protocolos livres, quais os problemas do software formatos e protocolos proprietários

LIMITE: Uma folha A4 dobrada em várias faces.

A ideia é criar o Flyer com base nos textos criados pela ANSOL, resumindo e alterando os textos.

Sugestões

nome

sugestão

Rui Azevedo

Dobrar a folha na horizontal em 3 partes, temos 6 faces em formato coluna para colocar texto (frente e verso)

Lynks uteis

http://www.ansol.org/filosofia/softwarelivre.pt.html

http://www.ansol.org/politica/formatos-livres.pt.html

http://www.ansol.org/politica/administracao-publica.pt.html

O Flyer

Estrutura do Flyer

Isto é só a definição da estrutura, não alterem

Face 1

* Curta introdução para contextualizar;

* Definição de Software Livre;

* Definição de standards para formatos e protocolos livres;

Face 2

* Quais os problemas que o software proprietário cria

Face 3

* Quais os problemas que os formatos e protocolos proprietários causam

Faces 4 e 5

* Como é que o Software Livre e os standards livres se propõem a resolver os problemas

Face 6

* Apresentação do Ubuntu como uma solução Software Livre

texto a ser trabalhado

Face 1

A partilha de conhecimento e trabalho permite na informática a criação de soluções para os possíveis maus impactos técnicos, políticos, sociais e económicos que podem existir quando a sociedade utiliza a tecnologia de determinada forma.

Para evitar situações prejudiciais ao mercado (como a dependência artificial dos fornecedores, descontinuação de produtos, falhas na qualidade de serviços, etc...), para evitar a dificuldade de acesso às tecnologias com base em problemas sociais e económicos, para favorecer a inovação e a resolução de problemas técnicos específicos (sem burocracias desnecessárias), a independência tecnológica, a liberdade de interagir de forma compatível e a competição baseada no mérito num mercado livre, formalizou-se a meio dos anos 80 um novo modelo de licenciamento de direito de autor, que representava a prática mais comum nos meios científicos, académicos bem como uma prática que também era relativamente comum no meio empresarial deste sector, mas que estava a desaparecer. A esse modelo de licenciamento de direito de autor, chamou-se Free Software (Software Livre), e definiu-se como sendo Software Livre todo o software cujo autor permitisse no mínimo as 4 liberdades:

* A liberdade de executar o software, para qualquer uso;

* A liberdade de estudar o funcionamento de um programa e de adaptá-lo às suas necessidades. Considerando que o acesso total e sem restrições ao código-fonte é uma pré-condição para o cumprimento desta liberdade;

* A liberdade de redistribuir cópias;

* A liberdade de melhorar o programa e de tornar as modificações públicas de modo que a comunidade inteira beneficie da melhoria;

No entanto sozinho o Software Livre não resolve todos os problemas, alguns ainda ficam por resolver, como por exemplo a definição de protocolos de comunicações e formatos de dados e outras tecnologias que sejam independentes de plataformas. Este problema é semelhante a outros ao longo da História, e a solução encontrada foi definir standards. Mas definir standards também não chega, para que eles sejam úteis tem que ser conhecidos por todos os que estejam interessados na sua utilização e mais que isso tem que haver liberdade para a sua implementação.

Actualmente corpos institucionais (ISO, W3C, etc...), responsáveis pela estandardização das tecnologias, medidas, protocolos, etc... Esses corpos são frequentemente compostos por academias, pela industria e outros interessados no que estiver a ser alvo de estandardização. Normalmente qualquer organização tem a possibilidade de se tornar membro e de participar nas actividades de relacionadas com a definição e aceitação de propostas de standards. E publicam os standards de forma a não restringirem a sua adopção, ou seja, permitem a todos aceder aos documentos de especificações e não impõem qualquer tipo de restrição à sua adopção. Aos standards que são definidos desta forma chamamos Standards Livres. A outras especificações que não são criadas desta forma, mas que são publicadas de forma a permitir a todos o seu acesso e que não impõem restrições à sua adopção chamamos Standards Abertos.

Standards definem pontos neutros para a industria, facilita a evolução tecnológica, bem como a adopção de tecnologias de uma forma prática e exequível.

Face 2

* Quais os problemas que o software, formatos e protocolos proprietários causam;

Acessibilidade aos documentos

Certo tipo de documentos, pelas suas características, são classificados de públicos. Essa classificação indica justamente que qualquer pessoa pode, e muitas vezes deve, ter acesso a ele. Mas, ao contrário do suporte "papel", os documentos electrónicos exigem um programa que os interprete e disponibilize a informação de uma forma humanamente inteligível. Daí deriva que para os documentos serem acessíveis a todos, é necessário que exista pelo menos um programa que interprete esse documento e seja livremente usável. Se assim não for, o documento será apenas acessível àqueles que puderem pagar à empresa que detém as especificações do formato em causa. Se as especificações forem livres (o formato é livre) então existirão ferramentas capazes de interpretar esse formato livremente usáveis e para várias plataformas e só assim o documento será verdadeiramente público.

* Como é que o Software Livre e os standards livres se propõem a resolver estes problemas;

ALTERNATIVA 1 (A CONDENSAR e incluir informação sobre formatos proprietários)

Face 2

* Software Livre na Administração Pública; Contexto legal

Existem 3 problemas com que a Administração Pública tem de resolver, do ponto de vista legal, no que toca ao seu parque informática: cópia ilegal de software (vulgo "pirataria informática"), protecção de dados pessoais dos cidadãos e segurança informática.

A cópia ilegal de software pode ser resolvida, pelo menos parcialmente, pela utilização de Software Livre, uma vez que este pode ser copiado livremente (Liberdade 2). Assim resolvem-se as situações ilegais existentes hoje, o Estado dá o exemplo de legalidade que lhe compete e poupa dinheiro e a burocracia necessária para vigiar a utilização de todos os sistemas na Administração Pública.

Em relação à protecção de dados pessoais a situação actual é crítica. Existem sistemas, como os que gerem os passaportes e as cartas de condução, que mantêm dados que chegam ao ponto de incluir imagens das nossas assinaturas. Estes sistemas são implementados em tecnologia de software proprietário que não se sabe como funciona, nem se pode legalmente saber. Desta forma é impossível definir quem realmente tem acesso aos dados pessoais que a Administração Pública detém. Acrescente-se o facto de que as licenças de alguns fornecedores de software autorizam o acesso aos sistemas por parte do fornecedor ou agentes indicados pelo fornecedor, e temos os sistemas estatais num perfeito desrespeito pela legislação vigente de protecção de dados pessoais.

A segurança informática, tal como a segurança física, não existe em termos absolutos. Os únicos sistemas realmente seguros são aqueles que incluem os processos de vigilância e reacção a ataques que permitem evitar e prever ataques, reduzir vulnerabilidades e manter o sistema em funcionamento. No caso do software proprietário o processo de reduzir vulnerabilidades depende do fornecedor, ou seja, quaisquer correcções ao software são feitas quando, como e se o fornecedor assim o decidir. Com o Software Livre, a Liberdade 1 garante que a capacidade de fazer essas modificações depende, no pior dos casos, apenas dos recursos técnicos ao dispor do utilizador final, permitindo uma melhoria constante do nível de segurança dos sistemas.

Face 3

* Software Livre na Administração Pública; Contexto político e social

Político

A nível político a vantagem do Software Livre é a independência de qualquer fornecedor de software. Numa altura em que há fornecedores a tentarem impedir a venda de empresas a outras por a empresa a ser vendida usar o seu software, a capacidade de tomar decisões na Administração Pública, como reorganizações de instituições, pode ser limitada por um único fornecedor de software de que dependam alguns dos sistemas existentes. Por isso é necessário garantir a independência da Administração Pública. Também aqui o Software Livre apresenta-se como uma alternativa viável: a Liberdade 0 e a Liberdade 1 garantem a independência necessária à gestão política da Administração Pública.

Social

Desde pequenos que tentamos ensinar os mais novos o valor da partilha, começando pelos seus brinquedos. Este valor de solidariedade está tão embrenhado na sociedade portuguesa que está presente no artigo 1º da nossa constituição. No entanto, de alguma forma, racionalizámos as restrições que o software proprietário nos impõe. Saber que uma pessoa precisa de um determinado software, seja para um trabalho académico ou mesmo no seu dia a dia tem posto muitas pessoas perante o dilema de fazer uma cópia ilegal do software e ajudar o seu amigo(a) ou recusar a ajuda. Os actuais números de cópias ilegais de software em Portugal demonstram bem qual é a escolha normal neste dilema. Deste ponto de vista o Software Livre, através da Liberdade 2, garante a resolução deste dilema uma vez que a cópia de Software Livre é legal. Tendo em conta que uma das origens de cópias de software ilegal é o local de trabalho, a adopção de Software Livre pela Administração Pública levaria a uma utilização cada vez maior deste tipo de software pela legislação em geral.

Outra vantagem no plano social é a evolução científica e tecnológica. A possibilidade de estudar o Software Livre, sem restrições como não trabalhar na área nos próximos 10 anos, permitem a uma pessoa aprender sem estar limitados pelo que o seu fornecedor lhes decide dizer, uma vez que tem acesso a toda a parte funcional do sistema. Por outro lado, aqueles que querem aplicar tecnologia de ponta, têm para os apoiar um conjunto de ferramentas e programas que poderão usar sem se preocuparem com claúsulas abusivas, falta de suporte e contratos de licenciamento mutáveis, que lhes permitirão implementar mais depressa este tipo de tecnologia.

Face 4

* Software Livre na Administração Pública; Contexto económico

A nível económico o Software Livre tem um impacto interno, no que concerne estritamente à Administração Pública, e externo, no que concerne à sociedade em geral. A nível interno as razões para a redução de custos são: aumento da competição nos serviços de suporte e manutenção de sistemas de informação e eliminação de custos de licenças na replicação de soluções.

O aumento da competição nos serviços de suporte é possível, uma vez que a Liberdade 1 garante a qualquer empresa que se encontre no mercado pode aprender o suficiente sobre um sistema de Software Livre para oferecer os seus serviços de suporte, deixando assim a administração pública de estar limitada a recorrer ao fornecedor do seu software para fazer o suporte e a manutenção.

Por outro lado, a Liberdade 2 garante a possibilidade de reutilizar o mesmo software independentemente do número de computadores em que possa ser usados. Desta forma é possível reduzir os custos não só dentro de uma instituição, como ao duplicar soluções para outras instituições dentro e fora da Administração Pública.

A nível externo, o fomento da utilização de Software Livre permitirá passar estas vantagens para o tecido empresarial e associativo português, obtendo-se assim uma redução de custos que ajudará as melhores empresas a evoluirem e o desenvolvimento de uma indústria nacional de Software Livre capaz de competir a nível mundial.

Face 5

* Outras vantagens do Software Livre;

Face 6

* Apresentação do Ubuntu como uma solução Software Livre;

A comunidade Ubuntu está fundada nos ideais consagrados no manifesto Ubuntu segundo o qual: as aplicações informáticas devem ser disponibilizadas de forma gratuita, que as ferramentas das aplicações deverão ser usadas por qualquer pessoa independentemente da sua linguagem materna e todas as pessoas devem ter a liberdade de alterar e personalizar qualquer aplicação de modo a obterem o que elas necessitam. Por estes motivos:

Criar um Sistema Operativo, vocacionado para Desktop é muito desafiante mas também é divertido. Leia este documento para saber como participar no Projecto do Ubuntu, e para conhecer os projectos de aplicações informáticas livres que produzem as várias componentes chave do Ubuntu.