Comentários
Na versão 2 penso que falta um exemplo. Uma frase ao estilo de
"Por exemplo, imagine que o relatório de actividades da autarquia é disponibilizado na internet, mas que, para um cidadão o visualizar no conforto do seu lar tem que pagar pela aquisição de software proprietário? É uma situação totalmente inaceitável quando existem formatos abertos, não proprietários, de elevada qualidade que deveriam ser usados em detrimento de formatos proprietários. O software livre por definição usa formatos abertos o que elimina grande parte dos obstáculos no acesso à informação."
seria suficiente, penso eu. Ou isso ou outro exemplo que considerem melhor.
versão 2
- Exmo. Senhor. Presidente da Câmara Municipal de XXXX, Somos um grupo de cidadãos que dá especial atenção às Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), e às problemáticas técnicas, políticas e sociais que rodeiam estas tecnologias. Vários de nós são estudantes e/ou profissionais do sector e alguns mais são de áreas como a engenharia e ciência, entre outras. Estamos a escrever-lhe, porque temos a consciência que existe a necessidade de modernizar Portugal, mas que essa modernização não deve ser feita de qualquer forma, deve ser feita de uma forma economicamente realista, bem como tendo em conta o impacto social e político das escolhas técnicas. Acreditamos que de forma geral o dinheiro dos contribuintes tem sido mal empregue, e que o impacto político e social das escolhas técnicas não tem sido considerado da forma correcta. Não acreditamos que estas situações se verifiquem por haver uma intenção de má índole, mas sim por haver uma falta de consciência e atenção geral para isto (mesmo entre as pessoas mais ligadas às TIC, como os profissionais do sector). Acreditamos que a utilização de software, formatos de dados e protocolos de comunicações, quando estes se apresentam na forma de segredos industriais, são prejudiciais para o estado e para os cidadãos, pois criam dependência de fornecedores, dificuldades de interoperação, impossibilidade de adaptação às necessidades específicas de cada um. Adicionalmente, desrespeitam com frequência a acessibilidade de cidadãos com necessidades especiais, diminuem a possibilidade de escolha de outras soluções técnicas, quer do estado quer dos cidadãos, tornam o funcionamento do estado mais opaco para os cidadãos, diminuem o leque de escolhas dos gestores de TI no que toca a redução de custos e aumento do retorno de investimento, entre outros problemas. Por tudo isto, propomos a alternativa da utilização de tecnologias e standards da indústria que são livres, ou seja, não são controlados por um grupo restrito e permitem a todos o acesso a informação técnica necessária para resolver os seus problemas. No kit, que lhe enviamos, temos materiais que explicam quais os problemas técnicos, políticos e sociais actualmente existentes. Também propomos soluções e oferecemos mesmo alguns materiais que permitem à Câmara Municipal experimentar algumas das soluções que preconizamos. Oferecemos também a nossa ajuda para o exclarecimento de qualquer dúvida relacionada sobre este tema, bem como para dentro do possível darmos a nossa contribuição para a modernização de Portugal.
- Com os melhores cumprimentos A Comunidade Portuguesa de Ubuntu, A Associação Nacional para o Software Livre,
A Comunidade Portuguesa de Ubuntu, é um grupo de utilizadores e colaboradores da distribuição de GNU/Linux Ubuntu, que foi fundado pela equipa de tradução, e tenta congregar os esforços de localização e apoio aos utilizadores desta distribuição de software, bem como promover o espírito da comunidade internacional de Ubuntu.
A Associação Nacional para o Software Livre, é uma associação portuguesa sem fins lucrativos que tem como fim a divulgação, promoção, desenvolvimento, investigação e estudo da Informática Livre e das suas repercussões sociais, políticas, filosóficas, culturais, técnicas e científicas.
versão 1
- Anualmente são gastos em Portugal muitos milhões de euros com o licenciamento de software aos mais diversos níveis na hierarquia de administração pública. Existem muitos casos onde esses custos para todos os contribuintes portugueses poderiam ser facilmente eliminados substituindo as soluções de software proprietário por soluções desenvolvidas pela comunidade mundial. Por exemplo, o Openoffice, um conjunto de ferramentas de produtividade em escritório livre e gratuito, garante funcionalidades de edição de texto, folha de cálculo, apresentações multimédia, etc. ao mesmo nível do software proprietário que geralmente é adquirido pelas autarquias. Uma situação muito mais grave do que os próprios custos do licenciamento do software prende-se com a disponibilização de informação ao cidadão em formatos proprietários. Por exemplo, imagine que o relatório de actividades da autarquia é disponibilizado na internet, mas que, para um cidadão o visualizar no conforto do seu lar tem que pagar pela aquisição de software proprietário? É uma situação totalmente inaceitável quando existem formatos abertos, não proprietários, de elevada qualidade que deveriam ser usados em detrimento de formatos proprietários. O software livre por definição usa formatos abertos o que elimina grande parte dos obstáculos no acesso à informação. A fiabilidade e segurança das aplicações livres é, em geral, muito superior à das soluções proprietárias porque existe uma comunidade sempre atenta pronta a corrigir qualquer problema. Geralmente existe uma concepção errada, diametralmente oposta a este facto. Em anexo segue um conjunto de aplicações informáticas livres que gostaríamos de dar a conhecer a Vossa Excelência.
- Com os melhores cumprimentos, A equipa portuguesa de localização do Ubuntu,